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Câmara Municipal de Benavente pede ao Governo isenção temporária de portagens na A13 e na A10 devido às cheias no concelho

A Presidente da Câmara Municipal de Benavente, Sónia Ferreira, solicitou ontem ao Primeiro-Ministro a isenção temporária de portagens na A13 e na A10 como resposta às graves dificuldades de mobilidade provocadas pelas cheias que afetam o concelho.

Na sequência das cheias históricas nas bacias hidrográficas dos rios Almansor, Sorraia e Tejo, o concelho de Benavente encontra-se com um conjunto significativo de vias rodoviárias cortadas, situação que deverá prolongar-se por vários dias, impedindo a normal circulação de pessoas e bens.

O percurso pelas autoestradas A13 e A10 (Ponte das Lezírias), com saídas para os nós de Santo Estêvão, Foros de Salvaterra, Pegões e Carregado/Lisboa, garante ligações funcionais e importantes, diminuindo os efeitos dos cortes nas estradas nacionais que afetam os transportes públicos, os transportes escolares, a circulação de viaturas particulares e a vida quotidiana da população.

Perante este cenário, a Câmara Municipal de Benavente solicitou ao Governo, com carácter de urgência, a implementação de uma medida extraordinária e temporária de isenção do pagamento de portagens nestes troços durante o período em que se mantiver o estado de calamidade e o encerramento da Estrada Nacional 118.

No concelho de Benavente, entre os principais constrangimentos, registam-se os cortes da Estrada Nacional 118 nos troços entre Benavente – Salvaterra de Magos, Benavente – Samora Correia e Samora Correia – Alcochete, bem como o encerramento da Estrada do Campo, na Lezíria Grande de Vila Franca de Xira, e da Estrada Municipal 515 entre Benavente e Barrosa, além de vários caminhos secundários.

A Câmara Municipal de Benavente esclarece que a Estrada Nacional 119 não é uma alternativa viável, porque implica desvios com dezenas de quilómetros adicionais, não garantindo uma solução rápida para a mobilidade no concelho e apela à rápida decisão do Governo, sublinhando que esta medida é essencial para mitigar os impactos sociais e económicos resultantes do isolamento quase total do concelho.

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