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MOITA DO OURIVES | UM SÍTIO NEOLÍTICO NO CONCELHO DE BENAVENTE

O sítio arqueológico da Moita do Ourives foi identificado durante os trabalhos de construção da auto-estrada A13. Num local aplanado sobranceiro à ribeira de Santo Estêvão e junto a uma linha de água tributária desta, surge este sítio de habitat, ao ar livre e que se enquadra no Neolítico médio (5º e 4º milénio AC).
Da responsabilidade do arqueólogo César Neves, este trabalho de investigação resultou numa tese de doutoramento que é um importante contributo para o conhecimento da ocupação humana neste território no período da Pré-história recente. 

TÍTULO DA TESE cool

O Neolítico médio no Ocidente Peninsular: o sítio da Moita do Ourives (Benavente), no quadro do povoamento do 5º e 4º milénio AC

RESUMO

O objectivo principal da presente dissertação é a definição de uma etapa mal conhecida na Pré-História do Ocidente Peninsular, o Neolítico médio. Esta análise, parte do momento final do Neolítico antigo até à fase plena do Neolítico médio, englobando um espaço cronológico que tem início na segunda metade do 5º milénio finalizando no terceiro quartel do 4º milénio cal BC.

Pretendeu-se, através da evidência empírica disponível e do estudo integral da ocupação do Neolítico médio da Moita do Ourives (Benavente), caracterizar os espaços de habitat das comunidades deste momento crono-cultural, reflectindo acerca do seu lugar na dinâmica do processo de Neolitização, no Centro e Sul do actual território português.

Em simultâneo, procurou-se detectar a existência de mudanças e/ou continuidades relativamente aos primeiros grupos neolíticos, quer a nível social, na cultura material, na economia, nas estratégias de exploração do espaço e comportamento simbólico.

Em contraste com as dinâmicas das primeiras fases do processo de Neolitização, caracterizadas por identidades culturais bem vincadas, o Neolítico médio no Ocidente Peninsular parece caracterizar-se por um momento de grande “coerência social”, materializada nos espólios domésticos e funerários - bastante uniformes - que são transversais a um amplo território. Com uma forte dinâmica de circulação, os grupos humanos deste período exploram distintos contextos geomorfológicos e ecossistemas, adaptando as suas práticas de subsistência, de cariz agro-pastoril e cinegético, à tipologia funcional das distintas ocupações domésticas, geralmente de curta duração.

 

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