{"id":23485,"date":"2021-11-04T14:17:59","date_gmt":"2021-11-04T14:17:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cm-benavente.pt\/?p=23485"},"modified":"2021-11-04T14:17:59","modified_gmt":"2021-11-04T14:17:59","slug":"visite-a-exposicao-dos-100-anos-da-sfus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cm-benavente.pt\/index.php\/2021\/11\/04\/visite-a-exposicao-dos-100-anos-da-sfus\/","title":{"rendered":"Visite a exposi\u00e7\u00e3o dos 100 anos da SFUS"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Celebra-se 100 anos de viv\u00eancias na coletividade mais antiga de Samora Correia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Sociedade Filarm\u00f3nica Uni\u00e3o Samorense, a mais antiga coletividade de Samora Correia, comemora 100 anos de vida!<\/p>\n\n\n\n<p>Visite o N\u00facleo Museol\u00f3gico da SFUS, na Pra\u00e7a da Republica, em Samora Correia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Hor\u00e1rio:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De 2\u00aa a 6\u00aa feira \u2013 das 10H00 \u00e0s 12H30 e das 14H00 \u00e0s 17H30 (solicitar visita no Pal\u00e1cio do Infantado)<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e1bados \u2013 das 15H00 \u00e0s 18H00<\/p>\n\n\n\n<p>Domingos e Feriados \u2013 das 10H00 \u00e0s 13H00 e das 15H00 \u00e0s 18H00<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-video\"><video height=\"1080\" style=\"aspect-ratio: 1920 \/ 1080;\" width=\"1920\" controls src=\"https:\/\/www.cm-benavente.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/sfus-compressed.mp4\"><\/video><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Celebra-se 100 anos de viv\u00eancias na coletividade mais antiga de Samora Correia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Sociedade Filarm\u00f3nica Uni\u00e3o Samorense, a mais antiga coletividade de Samora Correia, comemora 100 anos de vida!<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo do seu percurso, largas centenas de samorenses deram o melhor de si, com uma entrega incondicional, para que a comunidade local pudesse aceder e usufruir da cultura nas suas mais variadas formas de express\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto que alguns sonharam e criaram e que outros desenvolveram passando o testemunho de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o, sempre com o apoio e carinho da popula\u00e7\u00e3o, foi-se tornando uma refer\u00eancia no movimento associativo nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente foi casa da C\u00e2mara, depois foi sede da SFUS e, posteriormente, o edif\u00edcio foi recuperado pelo Munic\u00edpio de Benavente para um n\u00facleo museol\u00f3gico e espa\u00e7o do artes\u00e3o, sendo que o 1\u00ba andar ficou reservado \u00e0 coletividade.&nbsp;Foi&nbsp;esse espa\u00e7o que &nbsp;ganhou&nbsp;outra vida e outra din\u00e2mica com a inaugura\u00e7\u00e3o desta exposi\u00e7\u00e3o&nbsp;no passado m\u00eas de&nbsp;maio, onde \u00e9 retratada toda a hist\u00f3ria da coletividade, seus altos e baixos, sucessos e projetos que tanto influenciaram e motivaram a sociedade de Samora Correia.<\/p>\n\n\n\n<p>(\u2026)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Antecedentes da SFUS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nas comemora\u00e7\u00f5es do 1.\u00ba de dezembro de 1888, estreia-se publicamente a primeira banda filarm\u00f3nica de que h\u00e1 mem\u00f3ria em Samora Correia &#8211; a Sociedade Filarm\u00f3nica Samorense dirigida pelo mestre Brito. Possivelmente, constitu\u00edda por m\u00fasicos oriundos das antigas charangas que animavam a terra em eventos festivos ocasionais. Mas, passado algum tempo, desaven\u00e7as internas ditaram o fim prematuro da Banda e, desta divis\u00e3o surgem dois novos agrupamentos, a Sociedade Progresso Samorense, vulgarmente conhecida por \u201cCebo\u201d e a Sociedade Talma Samorense, alcunhada de \u201cTrambolhia\u201d. A Cebo dedicava-se a abrilhantar arraiais e outros espet\u00e1culos de cariz mais popular, enquanto a \u201cTrambolhia\u201d repartia a sua atividade art\u00edstica entre a Banda Filarm\u00f3nica e o grupo c\u00e9nico que criara para a promo\u00e7\u00e3o de espet\u00e1culos teatrais.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o percurso destas Bandas foi ef\u00e9mero! Em 1910, por raz\u00f5es diversas, ambas puseram fim \u00e0 sua atividade. No entanto, o vazio associativo n\u00e3o se manteve por muito tempo porque o gosto pela m\u00fasica e pela sua divulga\u00e7\u00e3o n\u00e3o tinha barreiras intranspon\u00edveis. No ano seguinte, em pleno advento das novas ideias republicanas \u00e9 constitu\u00edda a Sociedade Recreativa Musical Samorense composta, em grande parte, por m\u00fasicos das duas bandas anteriores.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quando tudo parecia dar certo, a instabilidade pol\u00edtica da 1.\u00aa Rep\u00fablica agravada pela entrada de Portugal na Primeira Grande Guerra preocupa todos os samorenses, sobretudo, os mobilizados e as suas fam\u00edlias. O interesse pela m\u00fasica e pelas festas desvanece e a coletividade v\u00ea-se obrigada a fechar as suas portas. (\u2026)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A funda\u00e7\u00e3o da SFUS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Saradas as feridas da guerra e da pneum\u00f3nica renasce o entusiasmo pela vida associativa e a 10 de maio de 1921 \u00e9 criada a SFUS \u2013 Sociedade Filarm\u00f3nica Uni\u00e3o Samorense, gra\u00e7as ao empenho e dedica\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 de Oliveira Rato, do professor Neves e de Jo\u00e3o Pedro Fernandes. Os tr\u00eas fundadores da coletividade tiveram como objetivo primordial a forma\u00e7\u00e3o de uma Banda Filarm\u00f3nica que ficou a cargo do maestro Ant\u00f3nio Almeida e Oliveira e foi sobre a reg\u00eancia deste que se produziram as primeiras atua\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda nesta d\u00e9cada, os sucessivos corpos diretivos da coletividade esfor\u00e7aram-se por melhorar e diversificar a oferta cultural aos seus associados e \u00e0 popula\u00e7\u00e3o em geral. Para al\u00e9m da m\u00fasica, foi criado um grupo c\u00e9nico (1923), sess\u00f5es de cinema no edif\u00edcio\/sede (1927) e organizados os primeiros bailes. A din\u00e2mica associativa da SFUS prolonga-se durante os anos 30. A Banda, \u00e0 \u00e9poca, regida pelo maestro Al\u00edpio Seco faz uma viagem de cacilheiro, do Porto Alto at\u00e9 Cacilhas para uma atua\u00e7\u00e3o na Cova da Piedade. Muitos samorenses, euf\u00f3ricos e orgulhosos acompanharam os m\u00fasicos na desloca\u00e7\u00e3o, enquanto outros acorreram \u00e0 zona do embarque para saudar freneticamente a comitiva. Em 31 de agosto de 1937 \u00e9 apresentado publicamente o Hino da SFUS com letra do professor Jo\u00e3o Fernandes Pratas e m\u00fasica do maestro Ant\u00f3nio de Almeida e Oliveira.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde a sua funda\u00e7\u00e3o at\u00e9 ao in\u00edcio da II Guerra Mundial \u00e9 a SFUS que assume quase toda a atividade musical e cultural que se produz em Samora Correia.<\/p>\n\n\n\n<p>A guerra, na qual Portugal n\u00e3o se envolve diretamente, n\u00e3o deixa de criar tens\u00e3o e agita\u00e7\u00e3o social no pa\u00eds. \u00c9 preciso definir prioridades e, mais uma vez, o movimento associativo sai a perder! A SFUS suspende toda a sua atividade e s\u00f3 volta a reativ\u00e1-la ap\u00f3s o fim do conflito. (\u2026)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A SFUS no s\u00e9culo XXI<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os tempos recentes trouxeram novos desafios ao movimento associativo. As sociedades atuais vivem a um ritmo acelerado, disperso e confrontadas com m\u00faltiplas ofertas que as novas tecnologias vieram facilitar na forma de comunicar, de interagir e de ocupar os tempos livres dos indiv\u00edduos.<\/p>\n\n\n\n<p>A SFUS, fruto de um saber de experi\u00eancias feito ao longo de um s\u00e9culo de din\u00e2mica associativa, tem sabido adaptar-se, renovar-se e definir prioridades para poder continuar a servir a comunidade no campo das artes, da cultura e do desporto.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da m\u00fasica ser a principal raz\u00e3o da sua exist\u00eancia desde a funda\u00e7\u00e3o, a coletividade assumiu sempre o seu ecletismo at\u00e9 aos dias de hoje:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Banda Filarm\u00f3nica (principal)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Banda Filarm\u00f3nica (juvenil)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Banda Filarm\u00f3nica (inicia\u00e7\u00e3o)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tuna<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Orquestra de teclas e cordas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Escola de M\u00fasica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rancho Folcl\u00f3rico Ceifeiras e Campinos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Teatro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sec\u00e7\u00e3o de Pesca<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sec\u00e7\u00e3o de Nata\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sec\u00e7\u00e3o de Andebol<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O Centen\u00e1rio (1921-2021)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Sociedade Filarm\u00f3nica Uni\u00e3o Samorense, a mais antiga coletividade de Samora Correia, comemora 100 anos de vida!<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo do seu percurso, largas centenas de samorenses deram o melhor de si, com uma entrega incondicional, para que a comunidade local pudesse aceder e usufruir da cultura nas suas mais variadas formas de express\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto que alguns sonharam e criaram e que outros desenvolveram passando o testemunho de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o, sempre com o apoio e carinho da popula\u00e7\u00e3o, foi-se tornando uma refer\u00eancia no movimento associativo nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 todo este coletivo de homens e mulheres que hoje est\u00e1 de parab\u00e9ns!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Celebra-se 100 anos de viv\u00eancias na coletividade mais antiga de Samora Correia A Sociedade Filarm\u00f3nica Uni\u00e3o Samorense, a mais antiga coletividade de Samora Correia, comemora 100 anos de vida! 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